quinta-feira, 6 de junho de 2013

PASTOR, VOCÊ ORA PELA SUA IGREJA?


TEMA: O PASTOR QUE ORA COM A IGREJA
TEXTO: COLOSSENSES 4

A relação entre o pastor e a igreja de colossos era uma relação de muita oração. Como deve ser a oração dos obreiros de Deus?
Observemos a vida de Epafras: v. 12,13 quem era ele?
  • Um homem de comunhão - “um de vós”=
  • Um homem de servidão - “servo de Cristo Jesus” =
Como era a sua oração? O Dr. Joel Beek comentando o texto diz: “Paulo testemunhou que a cela da prisão de Epafras era perfumada com o incenso suave de oração”. Aquele companheiro de prisão disse que a oração  de Epafras era:
  • Uma oração batalhadora = “combatendo”
  • Uma oração permanente = “sempre por vós”
Paulo e Epafras oravam sem cessar pela igreja (1.9)

A oração de Epafras tinha um propósito tríplice. Qual era?
  • Um propósito inabalável - Para que se conservassem firmes =
  • Um propósito maduro - Para que fossem perfeitos = maturidade
  • Um propósito persuasivo - Para que fossem convictos em toda a vontade de Deus =
Os pedidos diante de Deus eram com estes propósitos: 1.10-12
A vida de Epafras fazia Paulo testemunhar dele como:
  • Um homem de ministério zeloso;
  • Um homem de ministério universal;
As responsabilidades de um de outra estão entrelaçadas. Mas, queria falar de algo específico que a igreja deve fazer. O que a igreja deve fazer em prol do seu pastor?
Leiamos 4.2-4
·         Oração perseverante: Não desistia de orar, mas continuava mesmo em meio às lutas!
·         Vigília: A oração acompanhada de vigília traz vida vibrante em Cristo e vitória contra os inimigos!
·         Ações de graças: Os ingratos não alcançam nada mais do que já recebeu, e, até o que recebeu lhe servirá de peso! Portanto, sejamos gratos!
·         Suplicas: imploremos ao Rei e Senhor!
Suplicar por quem? Não devemos orar apenas pela Palavra, mas pela pessoa do pastor. Paulo pede por eles, os pastores. Mas eles não são supercrentes? Eles não são poderosos? NÃO. Os pastores são frágeis e dependentes da graça de Deus.
Já descobrimos por quem orar, agora, devemos descobrir para quê orar? “para que Deus nos abra porta à palavra”. Existem obstáculos à pregação? Quais? Obstáculos na personalidade, na família, nas finanças, no ministério, e em qualquer relação social e eclesiástica.
No entanto, o maior obstáculo que pode existir em um pregador é ele mesmo desviar o foco da sua mensagem. Ele pode pregar qualquer coisa que não seja Cristo, e nisso ele estará falhando. Como? Se a sua mensagem for uma crítica ao governo; ou um comentário da ultima partida de futebol, ou da necessidade física e social das pessoas, ou qualquer atenção dada aos benefícios da salvação sem expressar o Autor da salvação, Jesus Cristo.
Mas por quê? Por que é o dever do pastor! O verso 4 diz: “como devo fazer”. O dever do pastor é manifestar Cristo na vida das pessoas. A tarefa pastoral estará completa quando estes virem suas ovelhas refletindo Cristo em suas vidas. Portanto, orem para que, mesmo  que presos em cadeias, ensinem a Cristo. Solus Christus = somente  Cristo! Amém!!!

quarta-feira, 5 de junho de 2013

5 Sinais de que Você Glorifica a Si Mesmo


Postado em 07/05/2013 sob MinistérioSantificação | 6 Comentários e 11 Reações
É importante reconhecer o fruto de autoglorificar-se em você e em seu ministério. Que Deus use esta lista para lhe conceder sabedoria diagnóstica. Que ele use esta lista para expor seu coração e redirecionar seu ministério.
Autoglorificar-se fará com que você:
1. Ostente em público o que deveria ser mantido em particular.
Os fariseus são um vívido exemplo primário para nós. Porque eles viam suas vidas como gloriosas, eles eram ligeiros em ostentar essa glória diante dos olhos de quem estivesse vendo. Quanto mais você pensa que você já chegou lá, e quanto menos você vê a si mesmo como necessitando de graça resgatadora, mais você tenderá à autorreferência e à autocongratulação. Por você estar atento à autoglorificação, você vai trabalhar para conseguir maior glória mesmo quando não estiver consciente de que está fazendo isso. Você tenderá a contar histórias pessoais que fazem de você o herói. Você encontrará maneiras, em cenários públicos, de falar de atos privados de fé. Por você se achar digno de aplausos, você buscará os aplausos de outros encontrando maneiras de apresentar a si mesmo como “piedoso”.
Eu sei que a maioria dos pastores lendo esta coluna pensarão que nunca fariam isso. Mas estou convencido de que há mais “desfile de piedade” no ministério pastoral do que tendemos a pensar. Esta é uma das razões pelas quais eu acho conferências pastorais, reuniões de presbitério, assembleias gerais, convenções, e reuniões de plantação de igreja desconfortáveis às vezes. Após uma sessão ao redor da mesa, essas reuniões podem se degenerar a um “concurso de cuspe” de ministério pastoral, onde somos tentados a menos do que honestos sobre o que de fato está acontecendo em nossos corações e em nossos ministérios. Após celebrar a glória da graça do evangelho, há demasiado recebimento de glória autocongratulatória por pessoas que parecem precisar de mais aplausos do que merecem.
2. Seja demasiadamente autorreferente
Todos nós sabemos disso, todos nós já vimos isso, todos nós já ficamos desconfortáveis com isso, e todos nós já fizemos isso. Pessoas orgulhosas tendem a falar muito de si mesmas. Pessoas orgulhosas tendem a gostar mais de suas próprias opiniões do que das opiniões dos outros. Pessoas orgulhosas pensam que suas histórias são mais interessantes e cativantes do que as dos outros. Pessoas orgulhosas pensam que eles sabem e entendem mais do que os outros. Pessoas orgulhosas pensam que conquistaram o direito de serem ouvidas. Pessoas orgulhosas, por basicamente terem orgulho do que sabem e do que fizeram, falam muito sobre ambos. Pessoas orgulhosas não falam a respeito de suas fraquezas. Pessoas orgulhosas não falam a respeito de suas falhas. Pessoas orgulhosas não confessam pecado. Então pessoas orgulhosas são melhores em colocar os holofotes sobre si mesmas do que em refletir a luz de suas histórias e opiniões de volta para a gloriosa e completamente imerecida graça de Deus.
3. Fale quando deveria ficar calado.
Quando você pensa que já chegou lá, você é bem orgulhoso e confiante de suas opiniões. Você confia em suas opiniões, então você não está tão interessado nas opiniões dos outros quanto deveria estar. Você tenderá a querer que seus pensamentos, perspectivas e pontos de vista vençam em qualquer reunião ou conversa. Isso significa que você estará muito mais confortável do que você deveria estar com dominar um grupo com sua conversa. Você falhará em ver que na multidão de conselhos há sabedoria. Você falhará em ver o ministério essencial do corpo de Cristo em sua vida. Você falhará em reconhecer suas tendências e sua cegueira espiritual. Você não irá a reuniões formais ou informais com um senso pessoal de necessidade do que os outros têm a oferecer, e você controlará a conversa mais do que deveria.
4. Fique quieto quando deveria falar.
A autoglorificação pode ir para o outro lado também. Líderes que são muito autoconfiantes, que involuntariamente atribuem a si mesmos o que poderia apenas ser efetuado pela graça, frequentemente veem reuniões como uma perda de tempo. Por serem orgulhosos, eles são muito independentes, então as reuniões tendem a ser vistas como uma interrupção irritante e inútil de uma agenda ministerial já sobrecarregada. Por causa disso, ou eles acabarão com todas as reuniões ou as tolerarão, tentando finalizá-las o mais rápido possível. Então eles não lançam suas ideias para consideração e avaliação porque, francamente, eles não acham que precisam. E quando suas ideias estão na mesa e sendo debatidas, eles não entram na briga, porque eles pensam que o que eles opinaram ou propuseram simplesmente não precisa de defesa. A autoglorificação fará com que você fale demais quando você deveria ouvir, e com que você não sinta necessidade de falar quando você certamente deveria.
5. Se importe demais com o que os outros pensam de você.
Quando você caiu no pensamento de que você é alguma coisa, você quer que as pessoas reconheçam esse “alguma coisa”. Novamente, você vê isso nos fariseus: avaliações pessoais de autoglorificação sempre levam a um comportamento de busca por glória. Pessoas que pensam que chegaram a algum lugar podem se tornar hipersensíveis a como outras pessoas reagem a elas. Por você ser hipervigilante, observando a maneira pela qual as pessoas em seu ministério respondem, você provavelmente nem sequer percebe como você faz as coisas por autoaclamação.
É triste, mas frequentemente ministramos o evangelho de Jesus Cristo por causa de nossa própria glória, não pela glória de Cristo ou a redenção das pessoas sob nossos cuidados. Eu já fiz isso. Eu já pensei durante a preparação de um sermão que um certo ponto, colocado de certa maneira, poderia ganhar um detrator e eu já fiquei observando à procura da reação das pessoas enquanto eu pregava. Nesses momentos, na pregação e na preparação de um sermão, eu abandonei meu chamado como embaixador da eterna glória de outro pelo propósito de conseguir para mim o louvor temporário dos homens.
Por Paul Tripp. Copyright © 2013 The Gospel Coalition, Inc. Todos os direitos reservados. Usado com permissão. Original: 5 Signs You Glorify Self.
Paul Tripp é pastor, escritor, e conferencista internacional. Ele é presidente do Paul Tripp Ministries e trabalha para conectar o poder transformador de Jesus Cristo ao dia a dia.
Tradução: Alan Cristie – Mionistério Fiel © Todos os direitos reservados. Webisteswww.MinisterioFiel.com.br e www.VoltemosAoEvangelho.com. Original: 5 Sinais de que Você Glorifica a Si Mesmo (Paul Tripp)
Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que informe o autor, seu ministério e o tradutor, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.

terça-feira, 4 de junho de 2013

A CONVICÇÃO DO CHAMADO



"Paulo, apóstolo de Cristo Jesus, pelo mandato de Deus, nosso Salvador, e de Cristo Jesus, nossa esperança"
                                                                                                                                                                             1 Tm 1.1
           
            Há momentos que no ministério sobrevêm dúvidas a respeito do chamado? Às vezes impulsionados pelo pouco "sucesso" chegamos a duvidar se estamos mesmo no lugar certo, agindo certo, ou até se  estamos correspondendo com as ''expectativas''? As dificuldades financeiras ou outros problemas familiares têm nos desanimado? A falta de aprendizado dos nossos ouvintes, membros de igreja, tem causado tristeza e mágoas, devido maus relacionamentos, práticas anti-cristãs e farisaicas por parte de alguns ''bodes''  ou ''lobos'' inseridos no meio do rebanho? Para enfrentar tudo isso e coisas semelhantes precisamos de uma segura esperança.
            As pessoas normalmente fazem um curso preparatório para escolher sua ''profissão'' com mais segurança. Tentam escolher bem para que não se arrependam mais tarde e exerçam sua profissão só como meio de sobrevivência, mas, como algo agradável e edificante.
            Com aquele que foi chamado  ao ministério é semelhante no ponto de haver certeza do seu chamado. Mas se distingue pelo que o ministério não é uma profissão. Certamente por não compreender  esta diferença, muitos que se dizem ministros do evangelho estão profissionalizando o púlpito.
            A obra ministerial exige de nossa parte perseverança, e para isso é essencial a convicção de que o chamado e a capacitação procedem do Senhor, embora use diversos meios.
            Por isso Paulo enfatizou que foi chamado para ser  ''apóstolo" de Cristo. Ele não cumpre esta função por mandato de homens, igreja ou denominações, mas de DEUS e do próprio Cristo Jesus. Com esta firme convicção guardada em nossas mentes e corações estaremos longe de frustrações na nossa vida cristã e ministerial. Então, precisamos  perceber que:

·                     Não se entra no ministério porque o pai ou a mãe escolheu isso;
·                     Nem porque acabaram as ofertas  de emprego, e como é difícil passar no vestibular para um curso melhor, se escolhe o Seminário, que é mais fácil;
·                     Não se engaja no ministério só porque a igreja gostou do pastor e resolveu ''chamá-lo'';
·                     Nem se entra no ministério para receber aplausos do povo. A crítica pode nos ajudar mais que elogios;
·                     Não se entra no ministério por causa de dinheiro;
·                     Nem só para sustentar a família;
·                     Não se entra no ministério para ser o mais importante do povo;
·                     Não se entra no ministério pela sua própria vontade, mas pela de DEUS efetuada em nós;
·                     Não se entra no ministério para obter ''sucesso numérico, financeiro, ou material a qualquer custo. Mesmo que isso venha naturalmente em tão somente sermos fiéis à PALAVRA DE DEUS;
·                     Não entramos no ministério para cumprir um propósito de realização profissional ou pessoal, mas sim, para cumprir a vontade dAquele que nos arregimentou;
·                     Não entramos no ministério porque já somos plenamente capacitados, mas porque estamos sendo.

            Queridos colegas, ''se alguém aspira ao episcopado, excelente obra almeja''. - 1Tm 3.1. Nada, nenhum ''outro ramo'' mais compensa em nossas vidas, se realmente somos aspirados. Assim como também não compensa insistir se não o somos.
            Precisamos amadurecer nossas convicções a respeito do nosso chamado ao ministério. Isso nos animará e fortificará ante às necessidades, adversidades, provações e tentações da  vida. Cristo se encarrega de interceder a nosso favor, pois fomos chamados para Ele, por meio dEle. O grande DEUS  tem confiado em nossas mãos os elementos necessários para continuar exercendo eficazmente o nosso ministério. Portanto, não temas, foi o SENHOR  quem te enviou. Esforça-te e tem bom ânimo e pregue a PALAVRA DE DEUS e não a negocie por nada.
            Que Deus em Cristo, nosso Senhor, nos abençoe com seu Santo Espírito aplicando costumeiramente sua riquíssima graça e misericórdia pela BÍBLIA.


segunda-feira, 3 de junho de 2013

A Desintegração da Igreja e do Ministério


TEMA: A DESINTEGRAÇÃO DA IGREJA
TEXTO: MALAQUIAS 

Você é multmaniano? Ou você é bultmaniano?  Ou é boffiniano? Ou talvez você seja finniano? Alguns devem está desejosos de responder: “Não, eu sou terráqueo mesmo”. Me entendam: mesmo sem saber você pode ser uma destas coisas!
Multmann e Leonardo Boff são dois grandes colaboradores da Teologia da Libertação. Rudolf Bultmann foi uma mola propulsora para a Teologia Liberal e consequentemente para a vida cristã liberal. Na intenção de apresentar uma mensagem contextualizada pecou proclamando um ensino que nega a veracidade, suficiência e inerrância das Escrituras. Charles Finney foi grande influência no modelo evangelístico de hoje. Ele criou o sistema de apelo, criou o “banco dos aflitos” onde os ouvintes de suas mensagens poderiam ir para demonstrarem seus desejos de uma suposta nova vida. Só que daqueles convertidos pelos apelos emocionais de Finney poucos permaneciam. Com isso a igreja foi invadida pelo liberalismo e pelo secularismo desenfreado. E onde estavam estes homens? Nos seminários e faculdades.
E o que dizer da Teologia da Prosperidade? O que pensarmos de Kenneth Hagin, Benny Hinn (Bom Dia Espírito Santo), David (Paul) Yonggi Cho,  no Brasil você conhece os "bispos e pastores" das igrejas universais, mundiais que propagam uma falsa "vitória em Cristo". Eles vendem as bênçãos de Deus! Eles não ganham dinheiro para evangelizar, mas, evangelizam para ganhar dinheiro! E estão conquistando nossas igrejas. Os membros de nossas igrejas preferem o ensino deles em detrimento ao nosso.
Hernandes Dias Lopes desabafa:
O espírito pós-moderno tem levado muitos crentes à banalização do sagrado. Milhares de pessoas entram pelos umbrais da igreja evangélica, mas continuam prisioneiras de suas crendices e de seus pecados. Têm nome de crente, cacuete de crente, mas não vida de santidade. Em vez de ser instruídas na verdade, são alimentadas por toda sorte de misticismo forâneo às Escrituras. Em vez de crescerem no conhecimento e na graça de Cristo, aprofundam-se ainda mais no antropocentrismo idolátrico, ainda que maquiado de espiritualidade efusiva. Dentro desta cosmovisão, os céus estão a serviço da terra. Deus está a serviço do homem. Não é mais a vontade de Deus que deve ser feita na terra, mas a vontade do homem no céu. Tudo tem de girar ao redor das escolhas, gostos e preferências do homem. O bem-estar do homem e não a glória de Deus tornou-se o foco central da vida. Assim, o culto também tornou-se antropocêntrico. Cantamos para o nosso próprio deleite. Louvamo-nos a nós mesmos. Influenciados pela síndrome de Babel, celebramos o nosso próprio nome.
Nesse contexto, a mensagem também precisa agradar o auditório. Ela é resultado de uma pesquisa de mercado para saber o que atrai o povo. O ouvinte é quem decide o que quer ouvir. O sermão deixou de ser voz de Deus para ser preferência do homem. Os pregadores pregam não o que o povo precisa ouvir, mas o que o povo quer ouvir. O misticismo está tomando o lugar da verdade. A auto-ajuda está ocupando o lugar da mensagem da salvação. Assim, o homem não precisa de arrependimento, mas apenas de libertação, visto que ele não é culpado, mas apenas uma vítima. O pragmatismo pós-moderno está substituindo o genuíno evangelho. A banalização da teologia desemboca na vulgarização da ética. Onde não tem doutrina bíblica sólida não pode haver vida irrepreensível. A teologia é mãe da ética. A ética procede da teologia. Onde a verdade é substituída pela experiência, a igreja pode até crescer numericamente, mas torna-se confusa, doente e corrompida. O povo de Deus perece quando lhe falta o conhecimento. Onde falta a Palavra de Deus, o povo se corrompe. Outrossim, onde não há santidade, ainda que haja ortodoxia, o nome de Deus é blasfemado.
Leonard Ravenhil diz:
“E eu costumava dizer que mesmo que tardasse, a igreja sofreria pelo pecado da América. Eu mudei de idéia. Acredito que a América sofrerá  pelo pecado da igreja”.
Andrew Bonar disse:
“Eu procurei pela igreja e a encontrei no mundo. Eu procurei pelo mundo e o encontrei na igreja”.

Para falarmos num contexto semelhante a este é preciso ler o ultimo profeta do Antigo Testamento, Malaquias. Temo em pensar que alguns pastores só abram neste livro da Bíblia para lerem o capítulo 3 versículo 10. Mas este profeta tem uma mensagem atual e poderosa para a igreja e seus pastores. Leiamos Ml 1.6-14
       I.            UM DESPREZO DO NOME DE DEUS
Vemos aqui o Antropocentrismo:
O homem valoriza o homem. Um culto ao homem. O homem se encontra no centro da vida e das atenções. Quando valorizamos demasiadamente o homem desvalorizamos a Deus. Quando tributamos honras ao homem desonramos a Deus! Diante disso, o nosso dever é:
a.     Honrar a Deus como Amoroso – v.2 a
b.     Honrar a Deus como Pai – v.6
c.      Honrar a Deus como Senhor – v.6
d.     Honrar a Deus como o grande Rei – v.8 e 14b
e.     Honrar a Deus como Gracioso – v.9 a e 1.5
f.       Honrar a Deus como Grandioso – v.11
g.     Honrar a Deus como SENHOR dos Exércitos – v.14c -  título que dá ênfase ao seu poder. O termo “Exércitos” pode ser entendido como se referindo ou aos astros, ou aos anjos, ou às forças armadas de Israel.
h.     Honrar a Deus como possuidor de um nome terrível – v.14 d
Deus, e somente Deus merece a honra e a glória. Soli Deo glória, disseram os reformadores! Façamos um culto teocêntrico, abandonemos toda exaltação ao homem. Deus deve ser o receptor, Deus deve ser o motivo, Deus deve ser o conteúdo do seu culto, somente Deus!
Aquele povo não dava gloria a Deus. Como assim?
Eles ofereciam pão imundo:
Eles ofereciam animal doente:
Eles ofereciam fogo sem vida: v.10
Eles ofereciam um serviço cansativo: v.13
     II.            A REJEIÇÃO POR PARTE DE DEUS
Vejam que Deus indica a graça dEle para aquele povo – v.9 a
Porém, Ele exige mudanças de atitudes – 9b “mas, com tais ofertas em vossas mãos, aceitará ele a vossa pessoa?”
Observe comigo que antes da oferta (culto) Deus ver o ofertante. Antes de Deus avaliar a adoração ele avalia o adorador. Deus diz para aqueles que realizavam os cultos: “Eu não tenho prazer em vós”. Ele não se agradou do culto, mas antes não se agradou do adorador! Não foi assim com Caim e Abel?
Deus rejeita o culto congregacional. Ele deseja que alguém feche as portas do templo para que não haja culto – v.10
Enganam-se aqueles que pensam que Deus tem apenas um atributo. Deus é amor, mas também é Deus zeloso... O mesmo Deus que amou a Jacó aborreceu a Esaú.
a.     Ele é Deus que amaldiçoa o enganador – v.14 a – É maldito todo pastor hipócrita, ator, que finge que mente que engana fingindo entregar um culto agradável a Deus;
b.     Ele é Deus que amaldiçoa as bênçãos do sacerdote: 2.2
c.      Ele é Deus que amaldiçoa os próprios sacerdotes: 2.2
d.     Ele é Deus que reprova a descendência dos sacerdotes: 2.3
e.     Ele é Deus que abomina o pecado e o pecador: 2.16 e Salmo 5.5


III.            A ACEITAÇÃO DO MINISTÉRIO ÍNTEGRO
Observemos em 2.5-7 quatro marcas de um ministério íntegro que é aceito por Deus:
1.    O ministro íntegro mantém um profundo relacionamento com Deus –
“[...] com efeito  ele me temeu, e tremeu por causa  do meu nome [...] andou comigo em paz e em retidão”.
Muitos que trabalham para Deus não andam com Deus. Muitos que dirão: Senhor, Senhor, não herdarão o reino dos céus;
Muitos que fazem muita coisa não têm feito o mais importante! Marta e Maria;
Muitos estão pisando em terreno santo de forma leviana. Isaias viu o trono  de Deus e lá estavam os querubins com seis asas...

2.    O ministro íntegro é incorruptível na doutrina – “A verdadeira instrução esteve em sua boca”.
O ministro que fala no nome de Deus deve falar nada menos e nada mais do que a Palavra de Deus! Não acrescenta nem diminui.
As pregações de hoje estão repletas de liberalismo, sincretismo, pragmatismo e ortodoxia morta.
Paulo exorta a Tito e a nós: “No ensino, mostra integridade, reverência, linguagem sadia e irrepreensível, para que o adversário seja envergonhado não tendo indignidade nenhuma que dizer a nosso respeito”.
A heresia que matou o ministro certamente matará o povo. Há pastores que alimentam lobos e deixam as ovelhas comendo espinhos.
3.    O ministro íntegro é estudioso e proclamador da Palavra de Deus – v.7
Existem ministros que não estudam, acham que já sabem de tudo e são auto-suficientes. Em 17/08/1760, John Wesley escreveu uma sincera carta a John Trembath exortando-o a agir diligentemente no preparo e aplicação do sermão.

“O que tem lhe prejudicado excessivamente nos últimos tempos e, temo que seja o mesmo atualmente, é a carência de leitura. Eu raramente conheci um pregador que lesse tão pouco. E talvez por negligenciar a leitura, você tenha perdido o gosto por ela. Por esta razão, o seu talento na pregação não se desenvolve. Você é apenas o mesmo de há sete anos. É vigoroso, mas não é profundo; há pouca variedade; não há seqüência de argumentos. Só a leitura pode suprir esta deficiência, juntamente com a meditação e a oração diária. Você engana a si mesmo, omitindo isso. Você nunca poderá ser um pregador fecundo nem mesmo um crente íntegro. Vamos, comece! Estabeleça um horário para exercícios pessoais. Poderá adquirir o gosto que não tem; o que no início é tedioso será agradável, posteriormente. Quer goste ou não, leia e ore diariamente. É para sua vida; não há outro caminho; caso contrário, você será, sempre, um frívolo, medíocre e superficial pregador."
Existem pastores que perderam o gosto de pastorear. Lembro-me que certo rapaz acostumado com doutores de todas as áreas me perguntou: “Para ser pastor é preciso estudar o quê?”
Então eu respondi: “Teologia”.
- Ah, esse curso pode ser feito nas horas vagas de um estudante de medicina, por exemplo – disse ele.
Então eu disse: “Pode ser. Mas, o médico vai cuidar de salvar vidas físicas. O pastor vai ajudar salvar e cuidar de almas eternas”!
4.    O ministro íntegro é um ganhador de almas – 2.6 - “... e da iniqüidade apartou a muitos”.
O ministro íntegro faz o trabalho de um evangelista. Ele acredita que o evangelho é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê!
O ministro íntegro visita as famílias com oração e evangelismo para ganhá-las para Cristo...
Quando me sinto deficiente nesta área volto à minha biblioteca e leio “O pescador de almas” de Spurgeon, além da Bíblia, claro.

CONCLUSÃO

A igreja está se desintegrando! Você deve lutar para ter um ministério íntegro! Deus nos ajude!

sábado, 1 de junho de 2013

Uma base de Ministério do Antigo Testamento


 TEMA: O MINISTÉRIO QUE DEUS NOS DEU
TEXTO: ÊXODO 31.1-11
      I.            UM CHAMADO NOMINAL – V.2

a.     Um Chamado de Atenção: “Eis” =
b.    Um Chamado de Deus: “chamei” =
c.     Um Chamado Pessoal:
·       Nominal: “Bezalel” =
·       Paternal: “filho de Uri, filho de Hur”
·       Tribal: “da tribo de Judá”

   II.            UMA CAPACITAÇÃO DIVINAL – v.3
a.     O Capacitador: “e o enchi” = quem está falando que encheu? Deus!
b.    A Capacitação Espiritual: “o enchi do Espírito de Deus”
c.     A Capacitação Sapiencial: “o enchi... de habilidade” =.
d.    A Capacitação Intelectual: “de inteligência” =
e.     A Capacitação gnostical: “de conhecimento”;

III.            UM TRABALHO ESPECIAL – v. 4,5
a.     Fazendo Planos: “para elaborar”.
b.    Executando planos: “e trabalhar”;
c.     A especialidade do trabalho:
·       Ouro:
·       Prata:
·       Bronze:
·       Pedras:
·       Madeira:


IV.            UMA COMPANHIA ESSENCIAL – v.6
a.     Um Alerta de Deus: “Eis que lhe dei”
b.    Um Companheiro de Trabalho: melhor serem dois do que um
·       “Aoliabe” =
·       Filho de “Aisamaque”
·       Da tribo de Dã
c.     “e dei habilidade a todos”
d.    O Propósito: “para que façam tudo o que tenho ordenado”

   V.            UMA PESSOA ETERNAL – vv.7-11
a.     A tenda da congregação: Cl 2.9; Hb 9.11
b.    A Arca do Testemunho: Sl 40.8; Is 42.6
c.     O Propiciatório: Rm 3.25; Hb 4.16
d.    Todos os Pertences da Tenda:
e.     A Mesa com seus Utensílios: Jo 1.16; 6.48
f.       O Candelabro de Ouro Puro com todos os seus utensílios: Jo 8.12
g.     O Altar do Incenso: Êx 30.1-10; era de ouro e ficava pouco antes do Santo dos santos;
h.    O Altar do Holocausto: Êx 27, ficava no átrio, era de bronze e não de ouro. Hb 8.5
i.       A Bacia com seu Suporte: Zc 13.1; Ef 5.26-27
j.       As vestes finamente tecidas:
k.     As vestes sagradas do Sacerdote Arão:
l.       As vestes de seus filhos:
m. O Óleo da Unção
n.    O Incenso Aromático:
CONCLUSÃO:
“Eles farão tudo segundo tenho ordenado”.